Categoria: Notícias Do Brasil

  • BRICS quer usar outra moeda nas negociações

    Se os países do BRICS deixarem de lado o dólar, o jogo do comércio internacional pode mudar drasticamente.

    Ao negociar em moedas próprias ou criar uma nova moeda comum, o bloco enfraquece a hegemonia dos EUA e ganha fôlego para desafiar as grandes potências. Menos vulneráveis a sanções e mais livres para ditar suas próprias regras, o BRICS pode se tornar o novo polo de poder econômico — e o Ocidente sabe disso.

    Fim da influência financeira americana

    Os países do BRICS — tanto os fundadores (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul) quanto os novos membros — intensificam esforços para negociar entre si sem usar o dólar, buscando reduzir a influência financeira dos EUA Investopedia+15Wall Street Journal+15Investing News Network (INN)+15.

    Redução da dependência do dólar

    No encontro anual do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) realizado no Rio de Janeiro, foi anunciado reforço no uso de moedas locais em financiamento, como real, yuan, rublo e rúpia, em vez do dólar . Isso permite contornar sanções americanas e evitar flutuações cambiais prejudiciais El País.

    Fortalecimento do comércio intra-BRICS

    Com cerca de 26–30% do PIB e metade da população mundial, o bloco quer agilizar e baratear negociações internas. Ferramentas como o sistema BRICS Pay facilitam pagamentos diretos em moeda local, sem passar por SWIFT Geopolitical Economy Report+3en.wikipedia.org+3pt.wikipedia.org+3.

    Pressão e reação dos EUA

    Assustada, a Casa Branca sinalizou tarifas de até 100% contra países que reduzirem o uso do dólar — especialmente após críticas feitas durante a cúpula do BRICS Mas isso só reforça a estratégia ambiciosa do grupo.
    timesofindia.indiatimes.com+4Wall Street Journal+4Financial Times+4.


    O jogo geopolítico muda, e os BRICS ganham protagonismo

    O movimento por desdolarização representa uma clara tentativa de reduzir o domínio financeiro dos EUA e reformular a ordem global. No entanto, o caminho enfrenta desafios internos — como desigualdades econômicas — e retaliações externas que podem dificultar a consolidação desse projeto.

    Trump teme o avanço do BRICS e a perda de poder global dos EUA

    Com a expansão do BRICS e as discussões para abandonar o dólar nas trocas comerciais, Donald Trump vê uma ameaça direta à influência americana no mundo. O presidente, conhecido por sua retórica nacionalista, tem reforçado tarifas e discursos duros contra países do bloco, especialmente China e Brasil, como forma de conter esse avanço.

    Um novo sistema financeiro internacional

    A ideia de um novo sistema financeiro internacional, fora do controle dos EUA, incomoda profundamente Trump, que construiu sua imagem como defensor da supremacia econômica americana. Para ele, o BRICS representa mais que um grupo emergente: é um sinal de que o domínio dos EUA pode estar chegando ao fim.

    Enquanto o BRICS busca multipolaridade, Trump reage com medo e medidas de força.

    Referências:

  • Quais são os países do BRICS?

    O grupo original reúne cinco grandes economias emergentes: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Em 2024–25, foi ampliado com Argélia, Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos, Indonésia e Arábia Saudita — totalizando 11 membros plenos.


    Por que existe o BRICS?

    O BRICS atua como plataforma de cooperação econômica, social e política, defendendo uma ordem global multipolar e mais representativa, que inclua emergentes no poder internacional
    AP News+7Deutsche Welle+7Cebri+7.

    BRICS é a sigla formada pelas iniciais de Brasil Rússia Índia China e África do Sul (em inglês, South Africa).

    O bloco busca:


    Estratégias e influência global

    Membros promovem mecanismos para reduzir dependência do dólar, com iniciativas como o sistema BRICS Pay entre bancos centrais. A expansão reforça a presença em commodities (petróleo, metais, alimentos) e infraestrutura. Juntos, esses países representam cerca de 40–50% da população e 30–35% do PIB mundial

    O principal objetivo do BRICS é construir uma nova ordem mundial mais equilibrada e menos dominada pelos Estados Unidos e Europa. O grupo defende uma governança global mais justa, onde países do chamado “Sul Global” tenham mais voz nas decisões internacionais — incluindo em instituições como a ONU, o FMI e o Banco Mundial.

    Um dos focos do bloco tem sido o fortalecimento do comércio entre os próprios membros, reduzindo a necessidade de depender de países ocidentais. Para isso, os BRICS querem negociar usando moedas próprias ou criar uma moeda comum.

    Essa estratégia tem três principais objetivos:

    1. Reduzir a dependência dos EUA

    Ao depender menos do dólar, os BRICS também ficam menos expostos a sanções e tarifas econômicas e pressões políticas dos EUA, que controlam boa parte do sistema financeiro global.

    2. Aumentar a soberania econômica

    Negociar em moedas locais dá mais controle sobre as economias nacionais, evitando flutuações causadas pela valorização ou queda do dólar.

    3. Facilitar e baratear o comércio entre os membros

    Com um sistema como o BRICS Pay e acordos bilaterais, os países podem trocar produtos e serviços sem intermediários, tornando as transações mais ágeis e econômicas.

    Além disso, o grupo conta com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), que financia projetos de infraestrutura e desenvolvimento nos países membros — uma alternativa ao Banco Mundial e ao FMI.


    Conflitos e visões internas

    Apesar da cooperação, há tensões entre países como China, Rússia, Índia e os mais recentes membros, que possuem interesses e níveis econômicos distintos


    Fontes

  • Donald Trump: liderança firme ou ameaça global?

    As acusações de corrupção e favorecimento pessoal se acumulam. Trump construiu poder cercado por segredos e estratégias duvidosas.

    A vida de Donald Trump é marcada por controvérsias e episódios obscuros, desde escândalos financeiros até processos judiciais. Seu império bilionário levanta suspeitas de manipulação de leis, fraudes fiscais e uso político de suas empresas.

    Carreira empresarial e mídia

    Donald Trump entrou no mundo dos negócios seguindo os passos do pai, Fred Trump, um rico empresário do setor imobiliário. Herdou a Trump Organization e expandiu seus investimentos para hotéis, cassinos e arranha-céus. Usou seu nome como marca para atrair atenção e prestígio.
    Com carisma e autopromoção, virou símbolo do capitalismo agressivo dos anos 80.
    Virou celebridade ao lançar o livro The Art of the Deal (1987) e comandar o reality show The Apprentice na década de 2000 whitehousehistory.org.

    Trajetória política

    Eleito 45º presidente dos EUA (2017–2021) e reeleito como 47º presidente em janeiro de 2025. Foi o primeiro presidente eleito após ser condenado por crime — em 2024, foi considerado culpado por falsificar documentos comerciais, mas sem cumprir pena britannica.com.

    Fortuna e controvérsias financeiras

    Com patrimônio estimado entre US$ 4,2 e 10 bilhões, Trump diversifica ativos em imóveis, hotéis, cassinos, criptomoedas e sua rede Truth Social. Seu modelo de negócios visa aproveitar cargos públicos e políticas governamentais para beneficiar interesses pessoais — prática criticada como “rent-seeking” washingtonpost.com.

    Discriminação racial e imobiliária

    Nos anos 1970, Donald Trump e sua empresa enfrentaram um processo por discriminação racial. Eles foram acusados de negar aluguel a pessoas negras em seus imóveis em Nova York, utilizando códigos ”C” para recusar candidatos com base na cor da pele. Apesar de um acordo judicial, denúncias apontam que práticas discriminatórias continuaram por algum tempo. Esse caso marcou o início de controvérsias sobre o tratamento desigual dado por Trump a minorias. en.wikipedia.org.

    Empresas e fundações sob suspeita

    • Trump University: enfrentou três processos por práticas ilegais e foi obrigada a pagar cerca de US $ 25 milhões em acordos com estudantes que se sentiram lesados en.wikipedia.org.
    • Fundação Trump: encerrada em 2018 após evidências de auto lucro e uso indevido de recursos, o que resultou em multa de US $ 2 milhões en.wikipedia.org.

    Escândalos sexuais e acobertamentos

    Donald Trump esteve envolvido em diversos escândalos sexuais ao longo da carreira. O mais conhecido foi o caso com a atriz pornô Stormy Daniels, que recebeu US$ 130 mil para manter silêncio antes da eleição de 2016. Também foi acusado de assédio por mais de 20 mulheres, incluindo ex-funcionárias e modelos. Em 2005, uma gravação vazada mostrou Trump dizendo que podia “agarrar mulheres” por ser famoso, gerando revolta internacional.

    • Envolveu-se em casos com Stormy Daniels e Karen McDougal, pagando cerca de US $ 130–150 mil para silenciá-las antes da eleição de 2016 “hush-money” edition.cnn.com.

    Herança familiar controversa

    Em seu livro Too Much and Never Enough, sua sobrinha Mary Trump revela que ele teria cometido fraude fiscal, recebido US$ 413 milhões do patrimônio do pai e até pago alguém para fazer sua prova de admissão na faculdade
    en.wikipedia.

    Tarifas para mostrar quem manda

    Recentemente Donald Trump vem usando tarifas para pressionar vários países, como China, México, Canadá e União Europeia. Com taxas de até 25% sobre aço e alumínio, ele diz buscar proteger a indústria dos EUA e renegociar acordos comerciais. Essa estratégia, embora fortalecesse a influência americana, gerou retaliações e aumentou custos para empresas e consumidores. O uso frequente das tarifas mostrou um jeito autoritário de Trump “mandar” nos parceiros internacionais.
    Agora Trump quer impor tarifas de 50% sobre exportações brasileiras, alegando retaliação ao tratamento jurídico dado ao ex-presidente Bolsonaro. A medida gerou tensão diplomática e críticas por prejudicar setores importantes, como o café e a carne. Essa ação reflete o uso de tarifas como ferramenta política para impor a “vontade” dos EUA acima da soberania brasileira.

    Contradições políticas e traição ao eleitorado

    Apesar de ter construído uma imagem populista, Trump assinou em 2025 o “big, beautiful bill”, um pacote de cortes no Medicaid e na assistência alimentar que contraria promessas de proteger os mais vulneráveis — gerando acusações de traição por parte de seus apoiadores theguardian.com.

    Por que desconfiar de Trump?

    As políticas de Donald Trump geram controvérsias e consequências que exigem cautela. Seu histórico mostra decisões impulsivas, mudanças frequentes e promessas não cumpridas, que podem impactar negativamente setores sociais e econômicos de todos os países. Além disso, seus interesses empresariais frequentemente se misturam com ações políticas, levantando dúvidas sobre prioridades reais. Por isso, é essencial analisar criticamente suas propostas antes de confiar plenamente em seu governo.


    Referências adicionais:

  • Vini Júnior sob ataque: a perseguição racista no futebol europeu

    Desde que chegou ao Real Madrid, o brasileiro Vinícius Júnior virou destaque pelos dribles e gols — mas também virou alvo constante do racismo no futebol europeu.

    Em cada jogo, Vinícius não enfrenta só os jogadores, mas também insultos e gestos racistas das arquibancadas. Em 2023, foi chamado de “macaco” por torcedores do Valencia, caso que chocou o mundo e teve repúdio da ONU.


    Mais de 10 episódios em dois anos

    Entre 2022 e 2024, Vinícius sofreu insultos racistas em pelo menos 19 jogos, principalmente fora de casa. A La Liga abriu investigações, mas a maioria dos casos foi arquivada. Só em 2024 alguns torcedores começaram a ser condenados.


    O jogador fala, mas se sente sozinho

    Vinícius tem se pronunciado com frequência. Em uma postagem nas redes sociais, disse:

    “O campeonato que já foi de Ronaldinho, Ronaldo, Cristiano e Messi hoje é dos racistas.”

    Após o caso de Valencia, ele chorou em entrevista e afirmou:

    “Toda semana acontece de novo. Ninguém faz nada. A culpa vira minha por reagir.”


    Vinícius Júnior sofre ataques racistas frequentes nos estádios espanhóis. Apesar de punições pontuais, o racismo persiste no futebol europeu, gerando pressão internacional por mudanças.
    https://www.theguardian.com/football/2025/may/22/valladolid-fans-suspended-prison-sentence-racial-abuse-vinicius-junior-real-madrid?utm_source=chatgpt.com

    Brasil reage, o mundo assiste

    O presidente Lula, a CBF, jogadores de clubes brasileiros e europeus prestaram solidariedade a Vinícius. Protestos foram realizados em frente a embaixadas da Espanha e hashtags como #BastaDeRacismo e #SomosTodosVini tomaram conta das redes sociais.

    A FIFA se pronunciou pedindo punições mais severas e defendendo que “os estádios não podem ser palco para crimes de ódio”.


    O racismo europeu ainda não acabou

    Os ataques a Vinícius não são isolados. Refletem um problema mais profundo: o racismo estrutural ainda presente na sociedade europeia.
    Muitos países do continente, apesar de avanços, convivem com estigmas coloniais, discursos xenofóbicos e práticas discriminatórias naturalizadas.

    A naturalização de piadas racistas nos estádios, a demora em punir agressores e o silêncio de instituições esportivas reforçam a ideia de que, para muitos, o racismo ainda é algo tolerável — desde que bem disfarçado.


    Racismo no futebol europeu é comum?

    Relatórios da UEFA e da FARE Network apontam crescimento de incidentes racistas no futebol europeu nos últimos cinco anos. Entre os alvos mais frequentes estão jogadores negros, latinos e muçulmanos.

    No caso espanhol, embora haja campanhas contra a discriminação racial, poucos clubes expulsam torcedores ou tomam medidas práticas. Em muitos episódios, a reação oficial só acontece depois da repercussão global.

    Fontes:

    • La Liga – Comunicados oficiais: laliga.com
    • El País – “Vinícius vuelve a ser insultado: no es un caso aislado”: elpais.com
    • FARE Network Report 2022: farenet.org
    • ESPN Brasil – Cobertura dos casos de racismo contra Vini Jr.: espn.com.br
    • G1 – “Após novo ataque racista, Vini Jr. desabafa: ‘É desumano’”: g1.globo.com
    • BBC Brasil – “O que está por trás dos ataques racistas contra Vinícius Júnior na Espanha?”: bbc.com/portuguese
  • 🇵🇹 Portugueses não aguentam mais os brasileiros

    “Sejam brancos, amarelos, pretos ou azuis, sabemos por que vêm… Não estamos preparados para ser invadidos.”
    André Ventura, líder do Chega, em comício contra a imigração.
    🔗 Euronews – Protestos contra imigração e antirracismo no Porto

    Nos últimos anos, Portugal se tornou um dos destinos mais procurados por imigrantes de várias partes do mundo, especialmente brasileiros, indianos e africanos. Se, por um lado, o país depende desses trabalhadores para manter a economia e os serviços essenciais funcionando, por outro, cresce o descontentamento entre os portugueses com o ritmo e o volume da imigração.


    Cresce o incômodo entre os portugueses

    A sensação de muitos portugueses é clara: “o país não aguenta mais tanta gente nova chegando”. Um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos revelou que 68% dos portugueses reconhecem a importância dos imigrantes para a economia, mas mais da metade acredita que eles representam uma ameaça à cultura, à segurança ou ao mercado de trabalho local.

    “Nós emigramos legalmente. É assim que deve acontecer num país desenvolvido.”
    Cecilia Guimarães, 66 anos, durante uma marcha contra a imigração organizada pelo partido Chega.

    🔗 Euronews – Milhares protestam contra imigração em Lisboa

    Essa insatisfação é ainda mais forte em bairros populares, onde o aumento da população imigrante pressiona os preços dos aluguéis, os transportes e os serviços públicos. Em redes sociais e protestos, frases como “voltem para sua terra” e “Portugal é dos portugueses” se tornaram comuns — e preocupantes.


    Imigração vira tema político central

    Esse clima tem sido aproveitado por partidos como o Chega, que defende o controle rígido das fronteiras e limites à entrada de estrangeiros. Nas eleições de 2024, o partido obteve 22,6% dos votos, refletindo o apoio de uma parcela significativa da população a um discurso mais nacionalista e anti-imigração.

    “Muitos brasileiros estragam os imóveis, fazem barulho e colocam mais pessoas do que o combinado”
    Proprietários de imóveis em Portugal relataram dificuldades em alugar para brasileiros devido a comportamentos como festas barulhentas e superlotação de residências.
    🔗 Fonte: BBC News Brasil – Moradores brasileiros enfrentam xenofobia ao alugar imóveis em Portugal
    bbc.com


    Quem está imigrando para Portugal?

    Os principais grupos que chegam ao país vêm do Brasil, Índia, Nepal, Bangladesh e países africanos de língua portuguesa, como Angola e Cabo Verde. Muitos buscam melhores oportunidades de trabalho e segurança. Portugal, por sua vez, precisa de mão de obra, especialmente em setores como construção civil, serviços e tecnologia.

    Mas nem sempre a chegada é tranquila. Relatos de xenofobia, racismo e exclusão são comuns — especialmente com brasileiros, que são o maior grupo de imigrantes do país.


    “Estamos perdendo nossa identidade”

    Além das questões econômicas, há um medo simbólico: o de perder a identidade cultural portuguesa. Parte da população sente que a chegada em massa de imigrantes muda a dinâmica dos bairros, altera os costumes e cria bolhas culturais. Essa percepção, embora subjetiva, está presente em entrevistas, redes sociais e nas ruas.

    “51% dos portugueses vêem os imigrantes como uma ameaça aos valores e tradições nacionais”
    De acordo com o Barómetro da Imigração da Fundação Francisco Manuel dos Santos, uma parte significativa da população portuguesa considera que a presença de imigrantes ameaça os valores culturais do país.
    🔗 Fonte: Visão – O que pensam os portugueses sobre os imigrantes?
    sicnoticias.pt


    Reclamações frequentes dos portugueses sobre a imigração:

    1. Aumento no custo dos aluguéis
      → Muitos dizem que os preços dispararam com a chegada de imigrantes e o aumento da procura por habitação.
    2. Falta de moradia acessível
      → Moradores alegam que já não conseguem viver nos bairros onde nasceram, pois os imóveis disponíveis são escassos ou caros.
    3. Sobrecarga dos serviços públicos
      → Reclamações sobre unidades de saúde, escolas e transportes mais lotados.
    4. Concorrência no mercado de trabalho
      → Alguns portugueses afirmam que imigrantes aceitam salários mais baixos, o que pressiona o mercado e reduz oportunidades para locais.
    5. Mudanças culturais rápidas
      → Parte da população diz sentir que os bairros “deixaram de parecer portugueses” e reclamam da “perda de identidade cultural”.
    6. Aumento da insegurança
      → Alguns associam (com ou sem base real) o aumento da criminalidade à imigração, especialmente em áreas com grande concentração de estrangeiros.
    7. Sensação de desorganização e falta de controle
      → Muitos apontam que o governo não tem um plano claro para lidar com o crescimento da imigração.
    8. Benefícios sociais sendo usados por estrangeiros
      → Há quem critique que imigrantes têm acesso a apoios sociais, mesmo sem terem contribuído por muitos anos.
    9. Falta de respeito por costumes e regras locais
      → Alguns portugueses reclamam que certos imigrantes desrespeitam normas sociais, ignoram o idioma local e demonstram pouca vontade de se integrar à cultura portuguesa.
    10. Crescimento da informalidade e exploração no trabalho
      → Também há queixas de que empresas contratam imigrantes informalmente, o que prejudica todos no mercado de trabalho.

    Imigrantes também sofrem

    Do outro lado, os imigrantes enfrentam desconfiança, dificuldade de regularização, salários baixos e preconceito cotidiano. Muitos não conseguem alugar casa por serem estrangeiros, são explorados no trabalho ou vivem em habitações precárias.

    Mesmo assim, o país ainda é visto como um porto seguro, especialmente por quem foge de crises em seus países de origem.


    O dilema português

    Portugal vive um dilema: precisa da imigração para sustentar sua economia e compensar o envelhecimento da população.

    Especialistas sugerem que o país mantenha políticas de acolhimento, mas com mais planejamento, diálogo com a população local, combate à desinformação e investimentos em habitação e serviços públicos que contemplem todos.


    Hora de agir com responsabilidade

    O debate sobre a imigração em Portugal deixou de ser uma questão distante e virou um tema central para o futuro do país. Entre a solidariedade e o medo, entre o acolhimento e a rejeição, o desafio está em equilibrar a necessidade de crescimento com o respeito às comunidades locais — e aos que chegam buscando apenas a chance de recomeçar.


    Fontes:

  • Afinal, apostar em “bets” faz mal à saúde mental?

    O que as ‘bets’ estão fazendo com a nossa mente?

    Com o crescimento explosivo das apostas online no Brasil — as chamadas “bets” — surge uma pergunta que incomoda famílias, educadores e profissionais de saúde: esse hábito está prejudicando a saúde mental dos brasileiros?

    Diversos estudos científicos recentes dizem que sim, e os alertas são cada vez mais preocupantes.


    O que dizem os estudos?

    Pesquisas feitas no Brasil e no exterior mostram que o acesso fácil aos aplicativos de apostas está ligado ao aumento de ansiedade, depressão, insônia, problemas familiares e até tentativas de suicídio.

    Segundo a Universidade Federal Fluminense (UFF):

    • 86% dos jogadores relatam dívidas
    • 64% estão com o nome negativado

    A psiquiatra Hermínia Prado, da Unifesp, explica:

    “O vício em apostas online já tem critérios diagnósticos reconhecidos pela medicina, como perda de controle, sofrimento emocional e insistência mesmo com prejuízos.”

    Uma revisão internacional com 4 milhões de pessoas revelou que:

    1 em cada 8 já tentou se matar

    1 em cada 3 apostadores já pensou em suicídio

    Quando o jogo afeta o bolso e a família

    Além dos danos emocionais, o vício em apostas impacta a vida financeira e os laços familiares. Muitas pessoas gastam parte ou toda a renda mensal em apostas — inclusive dinheiro que seria usado para alimentação, aluguel ou medicamentos.

    Há relatos de:

    • Jovens vendendo objetos da casa para continuar jogando
    • Adultos com dívidas acima de R$ 10 mil
    • Separações e conflitos familiares provocados por dívidas e compulsão

    Quem está mais vulnerável?

    Apesar da regulamentação das apostas online iniciada em 2024, grupos de risco permanecem desprotegidos, como:

    • Jovens e adolescentes
    • Pessoas com histórico de depressão ou ansiedade
    • Desempregados ou com baixa renda
    • Pessoas com outros vícios (álcool, cigarro, drogas)

    O que as ‘bets’ causam?

    • Afetam o cérebro: causam ansiedade, depressão e vício — como drogas.
    • Geram dívidas: que trazem ainda mais sofrimento.
    • Aumentam risco de suicídio: 1 em cada 3 apostadores já pensou nisso.
    • Destroem relações: brigas, separações e até violência.
    • Não é só diversão: as bets podem virar um grave problema de saúde pública.

    Principais fontes e pesquisas

    • Unifesp: Apostas patológicas ligadas ao aumento de suicídio, queda no trabalho e envolvimento com atos ilícitos.
    • FAPESP / UFRGS: Estudo com 4,6 milhões de pessoas; alerta sobre risco de suicídio.
    • UFF & Itaú: Apostas reduzem recursos para saúde, educação e lazer; geram dívidas e isolamento.
    • IBDFAM: Impactos jurídicos, separações e vulnerabilidade infantil.
    • UNIFOR (junho/2025): O vício em bets é uma crise de saúde pública; sintomas reconhecidos pelo CID-11 e DSM‑5.

    Como sair do ciclo das apostas?

    ✔️ 1. Reconheça o problema

    Admitir que perdeu o controle não é fraqueza — é o início da cura.

    ✔️ 2. Bloqueie o acesso

    Use apps como BetBlocker ou extensões de navegador para impedir o acesso aos sites de apostas.

    ✔️ 3. Evite gatilhos

    Afaste-se de perfis que promovem apostas, grupos de bets e até de eventos esportivos com odds.

    ✔️ 4. Procure ajuda psicológica

    Psicólogos e psiquiatras podem tratar o vício, os sintomas de ansiedade e depressão.

    ✔️ 5. Participe de grupos de apoio

    Como o Jogadores Anônimos – são gratuitos e sigilosos.

    ✔️ 6. Fale com quem confia

    Divida sua dor com alguém próximo. Apoio emocional faz diferença.

    ✔️ 7. Reorganize sua vida financeira

    Evite o acesso direto ao seu dinheiro, cancele cartões digitais e busque orientação.

    ✔️ 8. Ocupe a mente com prazeres saudáveis

    Exercícios, arte, leitura, voluntariado, estudos — tudo que ajuda a trazer prazer real, e não artificial.


    Onde procurar ajuda no Brasil

    • CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) – Atendimento gratuito pelo SUS
    • CVV – 188 – Apoio emocional gratuito e sigiloso 24h
    • Jogadores Anônimos – www.jogadoresanonimos.org
    • Atendimentos psicológicos universitários – Muitas universidades públicas oferecem sessões gratuitas