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  • O que são “terras raras” e por que os países estão correndo para garanti-las

    O que são “terras raras” e por que os países estão correndo para garanti-las

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    Por que elas são tão importantes?

    Tecnologia do dia a dia

    As terras raras estão em praticamente tudo o que usamos. São essenciais na fabricação de celulares, telas, alto-falantes, câmeras, lasers, discos rígidos e computadores. Elas permitem miniaturizar componentes e aumentar o desempenho de aparelhos eletrônicos.

    Transição energética e mobilidade elétrica

    Esses elementos são vitais para o avanço das tecnologias sustentáveis.

    • Carros elétricos dependem de ímãs permanentes de neodímio e praseodímio em seus motores.
    • Turbinas eólicas utilizam terras raras para gerar energia com mais eficiência.

    À medida que o mundo acelera a transição para a energia limpa, a demanda global por esses metais cresce rapidamente.

    Defesa e geopolítica

    Os mesmos elementos também são usados em radares, drones, satélites e mísseis guiados, tornando-se estratégicos para a segurança nacional. Países que controlam sua produção ou exportação ganham poder político e influência global.


    O que são terras raras?

    Apesar do nome, as chamadas terras raras não são tão raras assim na crosta terrestre. O que as torna especiais é o fato de aparecerem em baixas concentrações e misturadas a outros minerais, exigindo processos caros e complexos para separá-las.

    Esses elementos — mais precisamente chamados de elementos de terras raras (ETRs) — formam um grupo de 17 metais: os 15 lantanídeos, além do escândio e do itérbio. Suas propriedades magnéticas, elétricas e luminiscentes são únicas e fazem delas um dos pilares da tecnologia moderna e da economia verde.


    Quem domina a cadeia de produção — e onde está o problema?

    Concentração da produção

    Embora os depósitos existam em diversos países, a extração e o refino estão fortemente concentrados na China, responsável por mais de dois terços da mineração mundial e pela quase totalidade do refino de alguns tipos.

    Por que tão poucos países exploram em grande escala

    Há vários motivos:

    • Baixa rentabilidade em relação ao investimento exigido.
    • Alto impacto ambiental, com geração de resíduos tóxicos e radioativos.
    • Infraestrutura complexa, já que o processo vai muito além da simples extração: envolve separação, purificação e fabricação de ligas e ímãs específicos.

    O que está em jogo para os países?

    Segurança energética e industrial

    Se o fornecimento de terras raras for interrompido por barreiras comerciais ou disputas geopolíticas, indústrias inteiras — como a de carros elétricos e a de defesa — podem parar.

    Autonomia estratégica

    Para evitar essa dependência, vários países estão investindo em novas minas, refino local e reciclagem de componentes que contêm terras raras. É uma corrida pela independência tecnológica.

    Transição para economia verde

    Na economia de baixo carbono, o acesso às terras raras será determinante. Quem controlar o fornecimento desses elementos terá vantagem competitiva na produção de energia limpa e em tecnologias sustentáveis.


    O papel estratégico das terras raras

    O papel das terras raras vai muito além da tecnologia: elas são essenciais para a independência econômica e geopolítica dos países e para o desenvolvimento de soluções sustentáveis em energia, transporte e comunicação. Investir em pesquisa, reciclagem e extração responsável não é apenas estratégico, mas também uma oportunidade para criar tecnologias mais limpas e reduzir a dependência de poucos fornecedores no mundo.


    Referências

  • 🇨🇳China disputa a liderança dos EUA no comércio internacional

    A rivalidade entre China e Estados Unidos ganhou intensidade em 2025, com ambos os países adotando medidas agressivas para proteger seus interesses econômicos e estratégicos.


    Tarifa e retaliação

    O governo Trump impôs tarifas de até 145% sobre produtos chineses, na tentativa de conter o avanço chinês na cadeia global de produção. Em resposta, a China retaliou com taxas de 34% sobre produtos americanos e restrições a exportações de minerais estratégicos, como terras raras, essenciais para alta tecnologia .


    Guerra tecnológica

    A disputa se estendeu à área de tecnologia: os EUA impuseram controles sobre exportações de semicondutores e chips de IA. A China, por sua vez, investe pesadamente em setores como 5G, IA e baterias elétricas, com o ambicioso programa Made in China 2025 resultando em liderança global em EVs e painéis solares .


    Geoeconomia

    Especialistas apontam que estamos vivendo uma nova era de “geoeconomia”, onde tarifas e controle de tecnologia são armas de poder estatal. A disputa entre os dois países redefine a forma de conduzir negócios internacionais Financial Times.

    Inovação em alta: IA, EV e tecnologia verde

    Com investimentos bilionários em inteligência artificial, veículos elétricos e energia verde, a China está na vanguarda tecnológica. Projetos emblemáticos como Made in China 2025 já garantiram liderança global em EVs, baterias, energia solar e robótica Wikipedia. Além disso, startups como Moonshot AI publicaram modelos de código aberto competitivos, apontando para o fortalecimento desse setor Reuters.

    A Nova Rota da Seda: o papel da China na BRI

    A BRI (Belt and Road Initiative), conhecida como Nova Rota da Seda, é um projeto global liderado pela China que visa conectar países da Ásia, Europa, África e América Latina por meio de infraestrutura, comércio e investimentos. Lançada em 2013, a iniciativa fortalece a influência chinesa, promovendo cooperação econômica e novas rotas comerciais. A China investe em portos, ferrovias, estradas e energia, ganhando aliados estratégicos. Com isso, Pequim se posiciona como líder de uma nova ordem multipolar.


    Resiliência e influência global

    Mesmo sob sanções e pressões externas, a China manteve sua resiliência, sustentando a demanda interna, atraindo investimentos estrangeiros e se afirmando como destino estratégico para multinacionais. A combinação de crescimento estável, inovação e parceria internacional solidifica seu papel de “âncora” econômica global .


    Por que respeitá-la?

    1. Escala e crescimento – 5% de expansão, 30% do crescimento global.
    2. Liderança tecnológica – EVs, IA, energia verde, robôs.
    3. Presença global – BRI liga grandes economias e mercados emergentes.
    4. Estabilidade em meio ao caos – China foi “motor da economia” em tempos de crise .

    Quem sai na frente?

    Apesar das sanções, a China segue avançando com sua estratégia de inovação e diversificação de cadeias de valor. Empresas norte-americanas, como a Nvidia, sentem o impacto e prestam atenção a leis que proíbem exportações sensíveis .


    Cenário futuro

    O embate entre China e EUA transcende o comércio: é uma disputa por poder tecnológico, influência diplomática e liderança global. O resultado desta confronto está prestes a moldar a nova ordem mundial.

    Referências: